Por Marcelo Cherto
Michael Gerber, no livro publicado no Brasil com o título “Empreender: Fazendo a Diferença”, que li quase 15 anos atrás (e que mudou a minha vida e a vida da minha empresa), ensina – e eu concordo - que todo negócio deveria ser estruturado como se fosse a unidade-piloto de uma rede de franquias... mesmo que não se tenha a menor intenção de vir a franqueá-lo um dia.
Ou seja: deve-se padronizar e organizar (em manuais, checklists, roteiros, planilhas, etc) os processos mais relevantes relacionados à implantação, operação e gestão do negócio, para que possam ser replicados sem o envolvimento do fundador ou de certas pessoas-chave de sua equipe. Da mesma forma que ocorre numa franquia bem estruturada, já que o fundador e demais pessoas da sua equipe não conseguiriam, jamais, estar presentes simultaneamente em todas as 50, 100, 200 ou quantas sejam as unidades integrantes de sua rede.
E por que fazer isso numa empresa que não seja franqueadora? Para que o fundador e demais pessoas-chave ganhem condições de passar a delegar com segurança as tarefas que podem ser desempenhadas por outros, reservando seu tempo para as atividades nas quais seu envolvimento realmente faz diferença e agrega valor à empresa.
O fundador, o presidente e demais executivos-chave geram mais valor, para si próprias, para a organização e para os clientes, trabalhando O negócio do que trabalhando NO negócio.
Marcelo Cherto
CEO da GrowBiz, Diretor da Franchise Store e membro da Academia Brasileira de Marketing e do Global Advisory Board da Endeavor
Fontes de informação sobre Franchising