domingo, dezembro 27

Os melhores negócios de 2009

O ano de 2009 vai ser lembrado pelo mercado como uma fase de surpreendente recuperação. Tornou-se comum dizer que o Brasil virou “a bola da vez” ou ouvir comentários de que os efeitos da turbulência global foram bem mais amenos no país do que no restante do mundo.

Quem me conhece sabe que sou focado no mercado imobiliário e por isso mesmo, sempre olho o comportamento das ações das empresas de capital aberto na Bolsa. É um termometro indiscutível, quando centenas de investidores, nacionais ou estrangeiros apostam suas fichas em empresas do setor. O que chama a atenção e que das cinco maiores altas na Bolsa em 2009 (entre janeiro e o dia 20 de dezembro), três são empresas ligadas diretamente ao setor imobiliário e uma indiretamente. A excessão ficou por conta da MMX, do bilionário Eike Batista.

MMX Miner ON: 324,19%
Duratex ON: 300,00%
Rossi Resid. ON: 284,89%
Gafisa ON: 158,33%
Cyrela Realt ON: 156,96%

Uma olhada no comportamento do índice das ações mais negociadas na bolsa brasileira, o Ibovespa, é suficiente para constatar a força do movimento do mercado no sentido contrário ao da depressão econômica (e principalmente no mercado imobiliário).

Que venha 2010, um ano que promete ser maravilhoso para nosso setor!

quinta-feira, dezembro 24

terça-feira, dezembro 22

A megalópole do consumo

Uma pesquisa mostra que, nos próximos 15 anos, São Paulo se consolidará como um dos principais centros consumidores do mundo e terá uma população com renda média e alta maior que Londres e Paris.
Costuma ser sombrio o futuro das grandes cidades na imaginação humana. A Metropolis do cineasta Fritz Lang escraviza os trabalhadores e os obriga a viver no subterrâneo. Em Blade Runner, a Los Angeles concebida por Ridley Scott é um inferno escuro onde humanos e androides lutam pela vida. Felizmente, as coisas não parecem tão más na vida real - especialmente para São Paulo, principal megalópole brasileira.
A região metropolitana de São Paulo é hoje a quinta maior aglomeração humana do planeta - atrás de Tóquio, Nova York, Cidade do México e Mumbai. São 19,4 milhões de pessoas que vivem na capital paulista e em outras 38 cidades que acabaram fundindo suas fronteiras e formaram o coração econômico do país. A boa notícia é que São Paulo, em vez de dar sinais de exaustão, mostra-se como um dos campos mais férteis do mundo em oportunidades de negócios.
A conclusão é de um estudo da consultoria inglesa PricewaterhouseCoopers, obtido com exclusividade por EXAME, que projetou a população e a renda de algumas das principais metrópoles do mundo para o ano de 2025. Pelas contas da PwC, São Paulo ganhará 2,1 milhões de habitantes nos próximos 15 anos e atingirá a cifra de 21,4 milhões de pessoas. No mesmo período, a região vai praticamente dobrar o PIB para 782 bilhões de dólares em paridade de poder de compra, o que a colocará na posição de sexta metrópole mais rica do mundo - quatro colocações acima da atual.
O mais importante é a maneira como essa riqueza deve se distribuir. Na perspectiva dos consultores da PricewaterhouseCoopers está o substancial aumento do número de pessoas com renda per capita acima de 4 500 reais por mês, a faixa mais alta analisada na pesquisa. A consultoria estima que São Paulo tenha atualmente 4,5 milhões de pessoas nessa categoria. Em 2025, serão 9,5 milhões de habitantes na mesma situação. São Paulo contará, então, com mais gente com esse potencial de consumo do que Paris e Londres, duas das mais ricas e sofisticadas capitais do mundo. É claro que a maior cidade brasileira continuará tendo mais pobres que Paris - que, estatisticamente, já não tem população de baixa renda, situação atual de 22% dos paulistanos. De qualquer forma, se as projeções da PwC se confirmarem, os próximos anos serão marcados por uma intensa mobilidade social na região.
Do ponto de vista do consumo, as transformações devem ter impactos brutais. "A classe média vai se fortalecer, com a vantagem de que o maior crescimento será exatamente nas faixas de renda mais altas", afirma a economista e coordenadora do estudo Yael Selfin, da PwC, em Londres. "Apesar das cidades chinesas e indianas estarem hoje em maior evidência, São Paulo deve oferecer melhores oportunidades para as empresas que trabalham com produtos e serviços de maior valor agregado, pois China e Índia ainda terão de tirar muita gente da pobreza." As projeções da PwC são animadoras, sobretudo porque sinalizam que a região permanecerá na rota do crescimento sustentado por mais uma década e meia. "Acreditamos que os surtos passageiros de compras, como os que sucederam os planos Cruzado e Real, serão substituídos por um crescimento de consumo mais gradual e consistente", diz Selfin. As projeções da PwC são lastreadas por um crescimento anual médio do PIB da região estimado em 4,2%.

Fonte: Revista Exame
Texto: Roberta Paduan

segunda-feira, dezembro 21

A casa do futuro

Quem trabalha com imóveis há muitos anos, como eu, percebe claramente que a escolha da moradia obedece a um padrão de comportamento ligado ao desenvolvimento da sociedade. Não me refiro aqui as questões econômicas, mas sim aos padrões de comportamento frente ao desenvolvimento dessa sociedade. A questão de segurança foi decisiva para que cidades como São Paulo tivessem um adensamento de prédios e de grandes condomínios e que nas últimas três décadas, fizeram o paulistano mudar de casa para apartamento. Não é preciso ir muito longe para constatar que a maioria de nossos avós residiam em casas e nossos pais (nascidos nessas casas) mudaram-se para apartamentos, que a vida moderna julgou mais seguro.

Já na primeira década do século 21, o fluxo é outro: a logística! Hoje as novas familias procuram bairros mistos, de usos residenciais, comerciais e de serviços para fixar sua residência, tentando assim, evitar o enorme desperdício de tempo que se tem, com a falta de opções de transporte e o pesado trânsito, mesmo nas curtas distâncias.

A terceira onda que está por vir e que, na minha opinião, será um dos maiores fluxos migratórios do mundo é a questão ecológica. Um dos maiores problemas da humanidade atual é a escassez de energia limpa e o destino do lixo urbano. Muitos arquitetos, construtores e pessoas ligadas ao mercado imobiliário buscam soluções para essa nova realidade. Em São Paulo já existem projetos embrionários do que será esse novo mercado. Algumas empresas da industria da construção civil já adotam o conceito de Green Building, onde materiais aplicados na obra e projetos de arquitetura sejam ecologicamente corretos.

Com a tecnologia já disponível no momento é possível imaginar como será essa "casa do futuro".

Na minha opinião, na construção civil haverá reduzida perda de materiais, os quais serão, na sua maioria produzidos pelo reaproveitamento de resíduos, como tijolos ecológicos, ou renováveis, como madeiras de reflorestamento, MDF, etc.

A casa do futuro terá equipamentos de alta eficiência energética, como ventilação natural cruzada em todos os ambientes, além do uso de energia renovável, como painéis solares. Os efluentes também serão reaproveitados, inclusive as águas da chuva. Outro item de extrema importância será o paisagismo com vegetação nativa que proporcionará a diminuição de insolação indesejável, como os telhados ecológicos.

Recentemente a rede inglesa BBC foi além e fez um documentário, ligando tecnologia à ecologia que fez parecer coisa de criança a famosa casa do Bill Gates. Nessa nova era, "a casa inteligente" iria produzir sua própria energia e em caso de férias, num sistema híbrido, ela venderia essa energia para as empresas de geração. Lógico que tudo isso gerenciado por um poderoso computador... Enfim, quem viver verá, a era da tecnologia voltada para qualidade de vida. Pelo menos é o que alguns imaginam.

Feliz, 2010, 11.... 50, 60, 90 e muitos outros anos para todos nós!

domingo, dezembro 13

Você sabe qual é o ranking do seu site no Brasil e no mundo? E o dos seus concorrentes?

Por Beno Krivkin

É muito bom poder monitorar o que acontece nos nossos sites, assim podemos melhorar o que está ruim e reforçar o que está bom. E não são poucos os dados que temos, é tanto número que tem coisa que acaba ficando de fora. Imagina se tivessemos o mesmo para controlar outras mídias como jornais, revistas, TV e rádio, acho que muita gente ia ficar surpreso com os números. Agora inventaram um ranking mundial da internet...tem um site chamado Alexa (www.alexa.com) que criou um software que contabiliza todo mundo que tem um site publicado. O serviço é gratuíto e com ele você pode acompanhar a evolução do seu site e também ficar de olho na concorrência.

Basta digitar o domínio dos sites, apertar o botão e você tem o comportamento deles nos últimos 12 meses. Dica: se o seu site não estiver entre os 100 mil mais acessados nem perca tempo em querer fazer o gráfico de comparação porque esse é o limite.

A diversão no Alexa é garantida, além de ver o ranking do seu site e dos concorrentes, tenho certeza que você vai querer saber qual o site mais acessado do mundo, quem é o líder no Brasil, e depois na língua portuguesa e de negócios, etc. etc. etc.

Todo negócio deveria ser estruturado como se fosse uma franquia

Por Marcelo Cherto

Michael Gerber, no livro publicado no Brasil com o título “Empreender: Fazendo a Diferença”, que li quase 15 anos atrás (e que mudou a minha vida e a vida da minha empresa), ensina – e eu concordo - que todo negócio deveria ser estruturado como se fosse a unidade-piloto de uma rede de franquias... mesmo que não se tenha a menor intenção de vir a franqueá-lo um dia.

Ou seja: deve-se padronizar e organizar (em manuais, checklists, roteiros, planilhas, etc) os processos mais relevantes relacionados à implantação, operação e gestão do negócio, para que possam ser replicados sem o envolvimento do fundador ou de certas pessoas-chave de sua equipe. Da mesma forma que ocorre numa franquia bem estruturada, já que o fundador e demais pessoas da sua equipe não conseguiriam, jamais, estar presentes simultaneamente em todas as 50, 100, 200 ou quantas sejam as unidades integrantes de sua rede.

E por que fazer isso numa empresa que não seja franqueadora? Para que o fundador e demais pessoas-chave ganhem condições de passar a delegar com segurança as tarefas que podem ser desempenhadas por outros, reservando seu tempo para as atividades nas quais seu envolvimento realmente faz diferença e agrega valor à empresa.

O fundador, o presidente e demais executivos-chave geram mais valor, para si próprias, para a organização e para os clientes, trabalhando O negócio do que trabalhando NO negócio.


Marcelo Cherto
CEO da GrowBiz, Diretor da Franchise Store e membro da Academia Brasileira de Marketing e do Global Advisory Board da Endeavor

Fontes de informação sobre Franchising

quinta-feira, dezembro 10

Nova Lei do Inquilinato preocupa locatários de imóveis comerciais

Nova Lei do Inquilinato preocupa locatários de imóveis comerciais

SÃO PAULO - A nova Lei do Inquilinato, que entra em vigor dentro de 45 dias, tem causado preocupação aos locatários, especialmente os de imóveis comerciais. A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) foi taxativa e explicou que as mudanças prejudicam inquilinos. "A lei reduz prazos para desocupação", explica o assessor jurídico da entidade, Raphael Noschese.

Uma das novas regras diz respeito à caução a ser depositada pelo locador. Para executar o despejo e tomar posse do imóvel, segundo Noschese, o locador tinha de depositar um montante equivalente a 12 a 18 meses do valor do aluguel. Com a nova lei, o depósito deve equivaler a um valor correspondente a seis a 12 meses de aluguel.

A Fecomercio foi uma das entidades que postulou o veto de partes do projeto de lei, obtendo sucesso quanto ao parágrafo 3º do artigo 13, que previa que a simples transferência do controle societário do locatário seria equiparada à cessão do contrato de locação. O consenso, segundo Noschese é que "uma coisa não tem a ver com outra".

Entretanto, o polêmico artigo 74 foi vetado apenas parcialmente. O projeto de lei previa concessão de liminar para desocupação do imóvel em 15 dias, quando houvesse pedido de retomada em razão de melhor proposta apresentada por terceiros. Noschese explicou que esse prazo mudou para 30 dias, no texto aprovado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"O prazo continua apertado", ressaltou. "A lei atualmente em vigor prevê 180 dias para o despejo, após o trânsito em julgado da sentença, ou seja, após a decisão do tribunal. Nesse meio tempo, o locatário tinha tempo para se preparar e procurar outro imóvel. A mudança pode até causar desemprego, já que as empresas prejudicadas, muitas delas de pequeno porte, possuem inúmeros funcionários. As pequenas empresas são as principais empregadoras do país" , opinou.

Esse ponto também chamou a atenção de Mario Cerveira Filho, sócio do escritório Cerveira, Dornellas e Advogados Associados. "A lei vai fazer com que as ações de despejo fiquem muito mais rápidas do que eram, tanto no caso do imóvel comercial quanto no caso do residencial", disse. "Embora eu admita que a lei em vigor hoje vem beneficiando maus pagadores".

Outro ponto perverso da lei, segundo ele, diz respeito ao atraso no pagamento. "Na lei antiga, o locatário podia atrasar o aluguel duas vezes, no máximo, em um período de 12 meses. Na terceira vez, o locador tinha direito de não aceitá-lo mais como inquilino. Na lei nova, o locatário somente pode atrasar o pagamento uma única vez em um período de dois anos. Mas e se ele esquecer de pagar, ou ficar doente, ou viajar?", questiona.

Na contramão das opiniões, o presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), Pedro Carsalade, afirma que a lei, na realidade, favorece o inquilino. "A Lei do Inquilitano não mudava há 18 anos", disse.

"Nós temos uma série de imóveis fora do mercado exatamente porque o trâmite no Judiciário era demorado. Levava-se 14, 15 meses para despejar um inquilino que não estava pagando o aluguel. Além de não receber o aluguel pelo imóvel, o locador tinha de esperar mais de um ano", afirma Carsalade.

Segundo ele, as pessoas ligam proprietários de imóveis a grandes investidores, o que não é verdade. "Há pessoas que juntaram dinheiro ao longo de suas vidas e conseguiram comprar um imóvel para alugar, como complemento de renda. Só que muitas delas não estavam alugando justamente por conta da inadimplência".

Como o mercado de imóveis também é guiado pela lei da oferta e da demanda, a aposta de Carsalade é de queda nos preços dos imóveis para locação.

Quanto à polêmica questão da oferta de um terceiro, que pode levar o locatário a sair perdendo, ele diz que uma das críticas dizia respeito à simulação dessa oferta, o que não passaria de uma especulação, já que é fácil descobrir esse tipo de manipulação e as penalidades são altas. Para ele, a lei apenas trouxe equilíbrio entre as partes envolvidas.

sexta-feira, dezembro 4

Projeto Olá, turista! capacitará 80 mil profissionais da cadeia turística


As férias de verão estão chegando e com elas os turistas. Então fui dar uma navegada no site do Ministério doTurismo - que acaba de divulgar a pesquisa: Hábitos do Consumo do Turismo Brasileiro e me deparei com uma ótima notícia. E como uma coisa puxa a outra, afinal as oportunidades estão aí, bastando ficar atento, vou dar uma dica: Comece a investir em imóveis para hospedagem.

Você aproveita as suas férias e ainda pode ganhar um bom dinheiro ou fazer uma ótima poupança para o futuro. É só procurar aquele FLAT baratinho (que todo mundo acha um mico) e comprar. Veja o que está por vir e pense a respeito! Eu já estou montando uma carteira para investidores. Bye bye!

Projeto-piloto do programa Olá, turista!

O Ministério do Turismo (MTur) deu início à preparação do time que receberá os turistas durante a Copa do Mundo de Futebol de 2014. A partir de 21 de agosto, 500 profissionais ligados ao setor participarão de cursos gratuitos de inglês. Trata-se da experiência-piloto do programa Olá, turista!, uma parceria com a Fundação Roberto Marinho, que capacitará cerca de 80 mil pessoas até o Mundial. O investimento do governo federal no programa é de R$ 13,92 milhões. A fase piloto do projeto será realizada no Rio de Janeiro (RJ) e em Salvador (BA).

Até dezembro, 250 profissionais de cada capital participarão dos cursos de inglês oferecidos gratuitamente pelo site www.olaturista.org.br/. A partir de 2010, as vagas para os cursos de línguas serão distribuídas em cidades do Rio de Janeiro, da Bahia e do Amazonas.

Segundo Regina Cavalcante, diretora de Qualificação, Certificação e de Produção Associada ao Turismo do MTur, a escolha dos estados teve motivo certo. “Procuramos escolher diferentes regiões do País que fossem importantes portões de entrada de turistas estrangeiros.”.

Os cursos serão à distância, online. O acesso poderá ser feito a qualquer hora pelos alunos, dando flexibilidade aos horários de estudo. Além disso, os municípios contemplados terão salas de conexão, equipadas com recursos multimídia e acesso à internet. Nessas salas, os alunos poderão acessar a escola virtual com o apoio de monitores. Elas permitirão também a interação entre os alunos para que troquem informações e experiências.

Os beneficiados serão recepcionistas, telefonistas, garçons, balconistas, taxistas, guias de turismo, artesãos, policiais e outros profissionais da cadeia que trabalhem em contato direto com o público, como o garçom Francisco Mesquita: “Posso dizer que me viro no inglês e no espanhol, mas venderia mais se soubesse falar corretamente as línguas. Com certeza, o curso vai me ajudar muito no trabalho. Por isso será muito importante para mim”.

As inscrições para o piloto já foram fechadas, mas a partir de 1º de setembro as entidades interessadas devem se cadastrar no site do projeto para o preenchimento das vagas de 2010. Os municípios atendidos Rio de Janeiro serão a capital, Búzios, Paraty, Petrópolis e Angra dos Reis. Na Bahia, Salvador, Lençóis, Porto Seguro, Maraú e Mata de São João. E no Amazonas, Manaus, Barcelos e Parintins.

Vale lembrar que para participar dos cursos é preciso fazer parte de uma entidade ligada ao turismo. Podem participar pessoas com mais de 18 anos, alfabetizadas, preferencialmente com o ensino fundamental concluído e/ou microempresários autônomos, que exerçam atividades ligadas direta ou indiretamente ao turismo.

Fonte: ASCOM - Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

quinta-feira, dezembro 3

Só boas notícias!

Quantas vezes na vida, você sonhou em abrir um jornal e ler apenas boas notícias? Então saiba que muitas delas ocorreram ontem!

Depois de ler isso tudo você vai concordar comigo que vai faltar estoque de imóveis no Brasil e, portanto, os preços vão subir e subir. Duvida? Faça uma consulta com um corretor de confiança e comprove.



Mercados & Índices
• A terça-feira (1) trouxe uma sessão menos tensa nos principais mercados, que deixaram as preocupações com Dubai de lado e responderam bem a indicadores dos EUA e da China.
• Com a nova onda de otimismo, o Ibovespa avançou 2,02%, para 68.408 pontos - máxima desde 17 de junho do ano passado, quando encerrou marcando 68.437 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 7,93bilhões.
• Ajudando a melhorar o humor dos investidores, parte da dívida do fundo Dubai World deverá ser reestruturada. Enquanto isto, na China, o setor industrial registrou em novembro seu maior ritmo de expansão em mais de cinco anos.
• No plano corporativo, a seguradora AIG (American International Group) anunciou a conclusão da venda de duas subsidiárias ao Federal Reserve de Nova York, reduzindo sua dívida com o banco em US$ 25 bilhões, para US$ 17 bilhões. No fechamento da bolsa brasileira, as ações da seguradora disparavam 9% em Nova York.
• Tanto o Construction Spending, que mede os gastos públicos e privados decorrentes da construção de imóveis, quanto o Pending Home Sales, que indica a venda de casas existentes com contrato assinado, mas ainda sem transação efetiva, vieram acima do esperado pelo mercado, sinalizando uma recuperação do mercado imobiliário norte-americano, pivô da atual crise financeira.
• Já o ISM Index (Institute of Supply Managers Index) mostrou um nível de atividade industrial no país abaixo do esperado em novembro, que ainda assim representa o quarto avanço mensal consecutivo.
• No plano doméstico, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) de 30 de novembro marcou inflação de 0,26%, taxa 0,04 ponto percentual acima da apurada na medição anterior. Já a balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 615 milhões no mês de novembro. Com o desempenho, o superávit no acumulado do ano passou para US$ 23,202 bilhões.

Bolsa
• As principais altas do Ibovespa estão ligadas a recomendações por bancos estrangeiros. Os papéis da Eletrobrás, por exemplo, avançaram após o Goldman Sachs elevar a recomendação dos papéis de "neutro" para "compra", enquanto os ativos da CPFL subiram após elevação de recomendação pela Raymond James.
• Outra empresa que ganha a atenção nos negócios é a Lojas Americanas, que atingiram no intraday sua maior cotação em 19 meses, refletindo a recomendação positiva do Credit Suisse, que incorporou os ativos da varejista em seu portfólio.
• As ações da TIM Participações também avançaram no pregão, após o anúncio de novos termos do contrato de incorporação da Intelig. Acompanhando a boa sessão do mercado e das commodities, os ativos de Vale e Petrobras também avançaram no Ibovespa. O diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, confirmou a possibilidade de diluição dos dividendos da estatal após a capitalização em estudo no Congresso.

Dólar
• Após alcançar o maior patamar de novembro na última sessão, o dólar comercial se rendeu ao bom humor dos mercados e fechou esta terça-feira com forte queda de 1,65% - maior variação negativa desde 15 de julho -, cotado na venda a R$ 1,724.
• Nem mesmo a nova intervenção do Banco Central foi párea para amenizar a nova desvalorização do câmbio. A autoridade monetária do País realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista, com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7258. A operação ocorreu entre 15h00 e 15h10 (horário de Brasília).

Renda Fixa
• No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram em queda na BM&F Bovespa nesta terça-feira. O contrato com vencimento em abril de 2011, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 10,83%, queda de 0,03 pontos percentuais em relação ao fechamento anterior.
• No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 138,05% de seu valor de face, alta de 0,07% em relação ao fechamento anterior.
• O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 220 pontos-base, queda de 10 pontos em relação ao fechamento anterior.

Economia
• O pagamento do 13º salário deve injetar R$ 84,8 bilhões na economia até dezembro deste ano, 8,7% a mais do que o valor apurado em 2008, segundo cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgado nesta terça-feira.

quarta-feira, dezembro 2

IPTU - Aumento à vista e por longo prazo

Após duas semanas de discussão, a Câmara Municipal aprovou ontem, em segunda votação, o projeto de lei que reajusta o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em São Paulo. O texto vai à sanção do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Temendo a repercussão negativa, o democrata diminuiu o aumento no próximo ano, que passará a ser de 30% para imóveis residenciais e de 45% para os comerciais. O reajuste vai afetar 1,7 milhão de imóveis e se estenderá até 2013. A proposta teve o apoio de 39 vereadores - 15 contrários e uma ausência. Entre as alterações também está a ampliação em 20 mil do número de isentos, que passará para 1,07 milhão. Isso porque a faixa de isenção para os imóveis comerciais subiu de R$ 37 mil para R$ 70 mil. Para os residenciais, o valor continua sendo de R$ 92,5 mil. Também haverá uma redução média de 20% no valor venal dos terrenos da cracolândia. Nessa região, havia ruas mais valorizadas do que em bairros nobres.

Para compensar as alterações, o imposto cobrado das propriedades de alto padrão ficará ainda maior. A alíquota sobre imóveis comerciais com valor superior a R$ 760 mil será ampliada de 1,8% para 2%. Ainda assim, a Secretaria Municipal de Finanças espera arrecadar R$ 100 milhões a menos do que com a proposta original. A previsão é que a receita com o IPTU aumente em R$ 544 milhões.

Além disso, o texto aprovado prevê a revisão a cada dois anos da Planta Genérica de Valores (PGV), a base de cálculo do IPTU. A última revisão foi feita em 2001.

AUMENTOS ATÉ 2013
Segundo a Secretaria de Finanças, 571 mil imóveis terão novos reajustes até 2013. São as propriedades que terão uma correção superior ao teto estabelecido para o ano que vem. Em alguns casos, a correção passará de 100%, como na Rua Barão de Ladário, no Brás, região central, com índice de 126%.

A diferença entre o teto e o índice total será descontada com novos aumentos anuais. A intenção do governo é fazer toda a correção em quatro anos. Até 2012, quando termina o mandato de Kassab, serão mantidas as travas e, a cada ano, o reajuste deverá ser de até 30% para imóveis residenciais e de até 45% para comerciais. Em 2013 não haverá travas. Caberá ao novo prefeito definir se elas serão mantidas. Terminada essa correção, os valores passarão a ser atualizados a cada dois anos.

O PT, que aprovou correção da PGV semelhante quando era governo, em 2001, promete ir à Justiça contra o aumento de Kassab. Segundo o partido, a Comissão de Valores Imobiliários da Secretaria de Finanças não foi consultada, como prevê um decreto de 1989.


segunda-feira, novembro 30

Mercado - Boletim Diário

A partir de hoje (01/12/2009) vou postar aqui, periodicamente, um resumo diário do mercado financeiro e também, mensalmente, um índice com a variação média de preço (por metro quadrado) do mês anterior, dos imóveis à venda nas regiões nobres em que atuamos.

Se necessitar solicite uma consulta personalizada.

Sexta-feria 27/11/2009 - Resumo
Ensaiando uma recuperação após iniciar esta sexta-feira no vermelho, os principais mercados acionários encerraram em alta, refletindo declarações favoráveis do governo de Dubai e de analistas. O Ibovespa, por sua vez, e fechou a sessão com valorização de 1,04%, a 67.082 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 4,59 bilhões. Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou valorização de 1,14%. A exceção são os índices de Wall Street, que repercutem os eventos da sessão anterior, quando os mercados norte-americanos estavam fechados por conta do feriado de Ação de Graças - e que fecharam mais cedo nesta sexta-feira devido à Black Friday. Vale mencionar que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que os bancos brasileiros não estão expostos ao conglomerado estatal Dubai World - foco da atenção mundial nesta semana após ter postergado o pagamento da dívida de quase US$ 60 bilhões do grupo. O noticiário do setor financeiro agitou os investidores, principalmente após declarações do presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, que afirmou em entrevista à Reuters que pretende dar início a uma estratégia de aquisições no segmento bancário dos Estados Unidos e de países latino-americanos. Além disso, a Prefeitura de São Paulo confirmou que está em negociações com o Banco do Brasil para concentrar suas operações e serviços bancários na instituição. A prefeitura deve receber recursos de R$ 726 milhões do Banco do Brasil, que negocia com o município a administração da folha de pagamento de seus 250 mil servidores ativos e inativos, além do caixa da cidade e seus pagamentos. A carteira atualmente é administrada pelo Itaú Unibanco, cujo contrato vai até setembro de 2010 - a multa pela rescisão é de R$ 96 milhões. Por aqui, a única referência a constar na agenda do dia é o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), que registrou em novembro uma inflação de 0,10%, abaixo das expectativas de 0,15% contidas no último relatório Focus do Banco Central. No México o Banco Central manteve sua taxa básica de juro em 4,5% ao ano, pelo quarto mês consecutivo, em linha com o esperado pelo mercado.

Bolsa
Os ativos de Cemig aparecem como principal alta do Ibovespa na sessão, seguidos dos papéis da NET. Por outro lado, Eletropaulo e TAM aparecem entre as maiores baixas. Os ativos do setor imobiliário também recuaram na sessão, com destaque para Cyrela e Gafisa. A Vale, por sua vez, anunciou novos investimentos no Pará, por meio de parceria com a Aço Cearense. O objetivo é viabilizar a produção de aços laminados e revestidos numa área integrada à Alpa (Aços Laminados do Pará), em nova planta que demandará um investimento total de US$ 750 milhões.

Dólar
Após registrar a maior variação positiva do mês na véspera, o dólar comercial se rendeu à recuperação no humor dos mercados e encerrou esta sexta-feira com queda de 0,4%, cotado na venda a R$ 1,744. Tentando minimizar o declínio da divisa norte-americana, o Banco Central voltou a comprar dólares no mercado à vista através de um leilão. Segundo dados do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), a operação teve início 15h38 e terminou 15h48 (horário de Brasília), cuja taxa de corte ficou em R$ 1,7405.

Renda Fixa
No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram estáveis na BM&F Bovespa nesta sexta-feira. O contrato com vencimento em janeiro de 2011, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 10,28%, estável em relação ao fechamento anterior. Na semana, a variação foi positiva em 0,09 pontos percentuais. No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 137,65% de seu valor de face, alta de 0,04% em relação ao fechamento anterior. Na semana, a alta foi de 0,14%. O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 226 pontos-base, alta de 10 pontos em relação ao fechamento anterior. Na semana, o avanço foi de 8 pontos.

Novos fundos imobiliários começam a tomar forma

Os primeiros FIIs (fundos de investimento imobiliário) com lastro em certificados de recebíveis imobiliários devem ser lançados até o fim do ano. A criação dessas carteiras só será possível porque no fim de agosto, após nove meses de espera, o governo federal passou a permitir a isenção de IR (Imposto de Renda) nessa categoria de produto financeiro. O incentivo vale também para as aplicações em letras de crédito imobiliário, letras hipotecárias e cotas de outros fundos imobiliários. A expectativa do mercado é de que os fundos lastreados em CRIs (certificados de recebíveis imobiliários) atraiam as atenções tanto de pessoas físicas quando de investidores institucionais. A instrução nº 472 da CVM- Comissão de Valores Mobiliários, que entrou em vigor em novembro de 2008, permitiu a criação de fundos imobiliários lastreados em recebíveis de imóveis, mas deixou dúvidas se os instrumentos poderiam ser tributados na fonte por essas aplicações serem consideradas de renda fixa. Ao comprar diretamente um CRI, as pessoas físicas são isentas de IR, mas, adquirindo um fundo imobiliário com lastro nesse papel, o imposto poderia incidir na fonte. Até que a ambiguidade fosse desfeita, a indústria do setor preferiu não lançar esse tipo de produto. Agora, os agentes se dedicam ao desenho dos produtos que vão apresentar ao mercado. Apesar da demora, os profissionais acreditam que o momento é ideal para o lançamento. A justificativa é que, com a perspectiva de juros em patamares baixos, os investidores estejam em busca de alternativas que garantam rentabilidade maior. Um CRI, por exemplo, pode ser lastreado em financiamentos imobiliários em que as taxas chegam a TR mais 11% ao ano, acima dos 8,75% da Selic. "Esse mercado vai crescer porque os ativos possuem garantia, boa rentabilidade e baixa inadimplência", avalia o diretor da Oliveira Trust, Alexandre Freitas.

A Fundo Imobiliário Consultoria de Investimentos está se preparando para estruturar suas primeiras operações de fundos de CRI. A empresa tem conversado com fundos de pensão, potenciais investidores institucionais, para definir o formato. Os FIIs poderão ser compostos por CRIs lastreados em financiamentos imobiliários habitacionais e por recebíveis de aluguéis de imóveis corporativos. Ainda não está definido se a empresa lançará, inicialmente, um produto híbrido ou um com cada tipo de lastro. Esses fundos serão oferecidos também para pessoas físicas, embora o foco sejam os investidores institucionais, segundo o sócio da consultoria, Sergio Belleza Filho. O escritório PMKA Advogados está estruturando quatro contratos de FIIs de CRI, que devem ser protocolados na CVM até o fim do ano. Na avaliação do sócio do PMKA, Alexandre Assolini, os fundos imobiliários lastreados em CRIs devem atrair, principalmente, investimentos do varejo. Desde 2005, a CVM permite a emissão de CRIs com valor menor que R$ 300 mil, mas as empresas envolvidas têm de cumprir requisitos adicionais, o que inviabiliza a emissão de certificados de valores menores. "Nenhum CRI com valor abaixo de R$ 300 mil foi lançado por causa dessas exigências. As cotas dos FIIs com lastro em CRIs poderão ter valores menores, sem essas restrições", diz o advogado. Inicialmente, os CRIs que vão lastrear os fundos imobiliários deverão ser vinculados, principalmente, ao aluguel de imóveis corporativos, segundo Assolini. Isso porque a maior parte dos CRIs já emitidos até agora pelo mercado tem esse perfil.

Leia aqui a íntegra da instrução nr. 472

sexta-feira, novembro 27

Fundo imobiliário compra fatia da JHSF no Edifício Pinheiro Neto

A JHSF Participações informou que sua controlada Companhia Patrimonial de Imóveis Comerciais (CPIC) vendeu sua participação de 50% no Edifício J.M. Pinheiro Neto, localizado na Rua Hungria, em São Paulo, por R$ 60 milhões. A participação foi comprada pelo fundo imobiliário CSHG JHSF Prime Offices, administrado pela Credit Suisse Hedging-Griffo, que exerceu direito de preferência sobre a transação. O fundo também pretende adquirir e explorar outros imóveis da CPIC, entre eles, os Edifícios Metropolitan e Platinum, na Rua Amauri, em São Paulo.

terça-feira, novembro 24

Nova Lei do Inquilinato poderá ser sancionada com vetos

Acordo entre setor imobiliário, parlamentares e Ministério da Justiça diz respeito à locação comercial

Brasília, DF

A presidência da República receberá do Ministério da Justiça a sugestão para excluir duas das alterações introduzidas no projeto da nova Lei do Inquilinato, já aprovada pelo Congresso, à espera da sanção presidencial. Resultado de acordo entre representantes do comércio varejista, parlamentares e Ministério da Justiça, a proposta diz respeito aos aluguéis comerciais.

Uma das alterações rejeitadas pelo empresariado é a que atribui aos locadores de imóveis comerciais o direito de opinar sobre mudanças na configuração societária pretendida pela empresa locatária. Esta alteração foi introduzida na nova Lei do Inquilinato com a intenção de garantir ao locador que, em casos de alteração societária, permaneça o grau de confiabilidade da empresa locatária. De acordo com o Jornal Folha de São Paulo (sexta-feira, 13, novembro, 2009), o coordenador de locação da Câmara Brasileira de Comércio e Serviços Imobiliários (CBCSI), Leandro Ibagy, opinou que este texto da lei "poderia inviabilizar grandes fusões ou mudanças societárias, fazendo com que uma empresa com muitos pontos (locados) tivesse que negociar com inúmeros locadores".

O outro veto será sugerido para a alteração que prevê indenização ao locatário (ocupante do imóvel há pelo menos cinco e com cláusula contratual de renovação automática), no caso dele ser preterido por conta de melhor proposta de locação. Ainda de acordo com o noticiário da Folha de São Paulo, especialistas afirmam que a possibilidade legal de indenizar o locador para alugar a um terceiro poderia facilitar a perda do ponto, "após anos de investimento e de construção de imagem junto aos clientes".

Para acompanhar essas e outras notícias do mercado imobiliário acesse aqui

A virada dos fundos de pensão

Os fundos de pensão se recuperaram do desempenho ruim de 2008, quando a rentabilidade média do setor foi negativa em 1,6%. Neste ano, de janeiro a agosto, os fundos renderam 11% e nenhum ficou abaixo da variação da taxa Selic, que foi de 7% no período, segundo um estudo ainda inédito da consultoria Luz Engenharia Financeira.

O que redimiu os planos não foi somente a alta da bolsa - o Ibovespa subiu 50% nos oito primeiros meses do ano. Mas também houve a contribuição dos investimentos imobiliários, que valorizaram acima de 10%. Vilões de muitos fundos de pensão no passado, os imóveis voltam a ser vistos como uma alternativa de diversificação para os planos. O
Valia, fundo dos funcionários da Vale, por exemplo, investiu 208 milhões de reais na compra de 14 andares de um dos edifícios do Cidade Jardim Corporate Center, da JHS-F, na zona sul de São Paulo, em junho - e pretende colocar mais 200 milhões de reais nesse mercado nos próximos meses.

A vez do alto padrão

As condições para a compra de imóveis deram um salto nos últimos anos, estimuladas por medidas do governo. Mas também houve melhoras para as casas e apartamentos de alto padrão. Os juros médios para imóveis que custam mais de 500 000 reais caíram de 14,1%, em 2004, para 10,8% neste ano, sem contar a TR. Parece pouco, mas representa uma diferença de cerca de 1000 reais na prestação de um financiamento de 20 anos -- o que dá 245 000 reais ao final da compra. O que fez com que as taxas caíssem? Concorrência. "Os bancos nunca competiram tanto por esses clientes", diz Luiz Antonio França, diretor de crédito imobiliário do Itaú Unibanco.

Quem é Enrique Bañuelos?

Por Marcelo Onaga | 12.11.2009 | 00h01

Apesar de sua distância do dia a dia das empresas, seria um erro tratar Bañuelos como mero investidor institucional. É ele quem define a estratégia e o plano de crescimento de suas companhias. Depois, entrega a execução às pessoas que escolheu. No Brasil, Bañuelos elegeu dois homens de confiança. Um deles é Marcelo Parachinni, ex-vice-presidente do banco Santander na Espanha e principal executivo da Veremonte. É ele quem busca novos negócios para que o espanhol invista. O outro é Silveira Pinto, seu sócio na Agre. Fundador da Agra, ele é considerado pelo setor um dos grandes gestores de incorporadoras no país. Sua credibilidade com os bancos também foi decisiva na escolha da parceria. Coube a Silveira Pinto acertar a compra da Abyara e da Klabin Segall e renegociar suas dívidas, de mais de 1,2 bilhão de reais, com os bancos. A compra das duas incorporadoras revelou a forma arrojada como Bañuelos e seus enviados fazem negócios. Não houve processos de auditoria em nenhuma das companhias. A situação de caixa de ambas era crítica e foi necessária uma ação rápida. "Eles assumiram o risco e aproveitaram um momento de preços muito baixos para comprar duas empresas boas que enfrentavam problemas", diz Eduardo Silveira, analista de construção civil do Banco Fator.
A derrocada cinematográfica em seu país natal, a Espanha, representou para Bañuelos não apenas uma mudança em sua estratégia de negócios como também afetou profundamente sua vida pessoal. A sede da Veremonte passou a ser Londres. É de lá que o jato executivo Gulfstream 550 da Rentalia decola para levá-lo a diversos pontos do mundo. Seu destino mais frequente é o Brasil, onde já passou 160 dias deste ano. Até o final de outubro, Bañuelos costumava se hospedar em hotéis paulistanos durante as visitas ao país. Há poucas semanas, mudou-se para uma cobertura na Vila Nova Conceição, bairro nobre ao lado do Parque Ibirapuera (adepto de meias maratonas, o empresário corre no parque vizinho sempre que pode). Seu lazer quando está no país se resume a passeios a pé pelas ruas de São Paulo. "Gosto de andar e não sei dirigir. Então caminho muito." Sua família continua morando em Valência. A mulher trabalha para o governo como fiscal de renda. As filhas, de 9 e 11 anos de idade, estudam em uma escola comum, têm aulas particulares de mandarim e uma vida tão comum quanto garotas bilionárias podem ter. "Quero que elas cresçam como crianças normais", diz Bañuelos. Para matar a saudade, o empresário fala com as meninas duas vezes por dia por videoconferência. Nos fins de semana, ele voa para Valência ou a família se desloca para Londres. O estilo de vida confortável que Bañuelos pode oferecer às filhas contrasta com sua infância difícil. Após a morte do pai, vítima de um acidente de trabalho, ele, a mãe e a irmã passaram por dificuldades financeiras. A empresa onde o pai trabalhara pagou seus estudos, mas não havia renda suficiente para as demais necessidades da família. "Muitas vezes a comida acabava antes de o mês terminar", diz ele. Aos 16 anos, juntamente com três amigos, ele abriu seu primeiro negócio, a Miel de Luna, uma pequena fabricante de mel. Aos 19, criou uma imobiliária. Uma década depois, sua empresa já tinha um tamanho respeitável. Começa, assim, sua vida de investidor no mercado de imóveis. Em 2005, sua empresa valia 1 bilhão de dólares.
Bañuelos venceu a miséria, sobreviveu, embora chamuscado, ao colapso no mercado espanhol e agora, aos 43 anos de idade, tenta repetir seu período de fausto no Brasil. "Aos poucos ele foi mostrando seus planos, investindo dinheiro próprio e vencendo a desconfiança", diz Sérgio Carettoni, acionista minoritário da Agre. Mas o próprio Bañuelos sabe que, para afastar as nuvens que o cercam, ele precisará fazer de seus planos negócios reais.

Conquistador Espanhol

Por Marcelo Onaga | 12.11.2009 | 00h01
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Quase um ano se passou e a crise fez estragos muito menores do que os previstos pelos analistas. O mercado imobiliário brasileiro continuou a ser um dos mais pujantes do mundo -- e hoje os analistas recomendam com ênfase as ações das empresas do setor. Bañuelos, porém, soube aproveitar melhor do que ninguém o período de medo. Nos últimos meses, sua empresa, a Veremonte Participações, investiu cerca de 500 milhões de reais em quatro aquisições. Em dezembro de 2008, comprou uma participação de 7% na Agra, incorporadora paulista controlada pelo empresário Luiz Roberto Silveira Pinto. Na sequência, adquiriu o controle da Abyara e da Klabin Segall, companhias de médio porte que enfrentavam problemas de caixa e estavam à beira de um colapso. Em setembro, Bañuelos e Silveira Pinto adquiriram os 20% de participação que Elie Horn, dono da Cyrela, possuía na Agra. Finalmente, há poucas semanas, Bañuelos reuniu todas essas companhias sob um novo nome - Agre, que nasce como a quinta maior empresa de um setor gigantesco, que movimenta 180 bilhões de reais ao ano e é responsável por 6,2% do PIB brasileiro. A expectativa das incorporadoras e imobiliárias é que a maior oferta de crédito, a retomada do consumo pelas classes A e B e o impulso do programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, deem início a um dos períodos mais prósperos da história do setor e transformem o mercado brasileiro num dos maiores campos de oportunidades do mundo nos próximos anos. "Em 2010, o volume de lançamentos deve chegar perto do que foi em 2007 e 2008, quando as vendas foram muito fortes", diz Cristiane Amaral, sócia da consultoria Ernst&Young responsável pela área de construção civil.

Em entrevista exclusiva a EXAME -- a primeira a uma publicação brasileira --, Bañuelos diz que sua investida no setor imobiliário é só o começo. "O Brasil é o grande país emergente do momento", diz. "Para quem quer fazer negócios, está à frente, inclusive, da China." Sob muitos aspectos, o espanhol Bañuelos é a personificação do investidor estrangeiro que começa a descobrir o país como um lugar para colocar dinheiro e fazer negócios. Como recentemente afirmou Marcelo Telles, um dos controladores da cervejaria AB InBev: "Nunca vi tanto entusiasmo em relação ao Brasil". No ano passado, os investimentos estrangeiros diretos (aqueles dirigidos ao setor produtivo) somaram 45 bilhões de dólares, volume 350% maior do que os 10 bilhões de dólares investidos em 2003. Bañuelos também afirma que o setor imobiliário deve ser o primeiro de uma série de outros que receberão dinheiro da Veremonte. Ele acaba de fechar duas parcerias que vão transformá-lo no maior empresário do setor hoteleiro do Brasil. Uma delas é com a francesa Accor. "Juntos, vamos investir 480 milhões de reais na construção de 4 880 quartos de hotéis populares", afirma Bañuelos. "A administração ficará com a Accor." Os hotéis econômicos devem ficar prontos em três anos e serão erguidos em cidades interioranas e em pequenas capitais. Bañuelos pretende, assim, ganhar com o crescimento regional de um país no qual a atividade econômica ainda se concentra no eixo Rio-São Paulo, mas começa a emergir no interior. A outra parceria é com a família real dos Emirados Árabes, controladora da rede de hotéis Jumeirah, dona, entre outros, do Burj Al Arab, cartão-postal de Dubai. Bañuelos construirá, em parceria com os xeiques, 1 000 quartos de hotéis de luxo. Os empreendimentos - hotéis de cinco e seis estrelas - serão erguidos no Rio de Janeiro. Bañuelos, nesse caso, enxerga as oportunidades da Copa do Mundo e da Olimpíada de 2016. Entre seus alvos de aquisição no setor imobiliário está também o complexo hoteleiro da Costa do Sauípe, na Bahia. O negócio quase foi fechado no ano passado. (Além de aumentar sua atuação no setor de imóvel, o Costa do Sauípe o ajudaria a entrar na área de turismo. Outro alvo, nesse setor, seria a CVC, maior operadora do país.)

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O que esse bilionário espanhol quer do Brasil

 

O empresário Enrique Bañuelos viveu uma infância miserável, tornou-se um dos 100 homens mais ricos do mundo e viu seu império desmoronar na Europa. Agora, tenta reconstruir a fortuna num dos mais pujantes mercados imobiliários do mundo - o do Brasil. Há um ano, o setor imobiliário brasileiro estava envolto em incertezas. Depois de um período de crescimento exuberante, as empresas -- grandes e pequenas -- se viram diante de uma crise que prometia mudar a cara do mercado para pior e que parecia ter potencial para varrer do mapa companhias enfraquecidas financeiramente. Empreendimentos eram cancelados, demissões ocorriam às centenas, bancos restringiam ao máximo a concessão de crédito. As projeções de especialistas eram sombrias. Perdida em meio aos índices e atarantada com o que acontecia no mundo, a maioria deles previa um período de seca longo e severo. Foi nessa hora de medo que o mercado imobiliário se viu diante de um novo e enigmático personagem. O espanhol Enrique Bañuelos de Castro, investidor tão rico quanto polêmico, chegou ao Brasil no final de 2008 com o objetivo de comprar empresas e criar uma incorporadora capaz de concorrer com potências como a Cyrela, de Elie Horn, e a Gafisa , que tem entre seus acionistas o investidor americano Sam Zell. Nascido em Sagunto, cidadezinha costeira de 60 000 habitantes localizada na região de Valência, 43 anos, cerca de 1,70 metro de altura, discurso sedutor e olhar determinado, Bañuelos desembarcou em São Paulo com uma fortuna pessoal de cerca de 2 bilhões de dólares e a incômoda fama de ter sido o protagonista do processo de criação e destruição de uma bolha que derrubou o mercado imobiliário espanhol em 2007. "Quando ele chegou, fiquei apreensivo, como a maioria das pessoas do setor", diz Sérgio Carettoni, sócio da paulista GAS Investimentos, que tem participações minoritárias em diversas incorporadoras brasileiras.

Fonte: Exame


quarta-feira, novembro 11

RE/MAX está chegando ao Brasil.

Cada bairro praticamente tem a sua. Nos maiores, são várias. As imobiliárias, negócio tipicamente pequeno e familiar - não raro pouco profissional - estão prestes a viver uma fase completamente nova e distinta. De duas, uma: podem sucumbir ao assédio das grandes redes e se converter a uma bandeira nacional ou internacional ou concorrer com esses novos modelos que prometem gestão padronizada, treinamento e mais negócios a partir de uma rede interligada de imóveis e clientes.

Depois de um ano de operação da Century 21, a também americana RE/MAX está chegando ao Brasil. Ambas disputam mundialmente a liderança no setor - contam com centenas de milhares de corretores e operam pelo sistema de franquias em mais de 60 países.

E as grandes redes nacionais de capital aberto aceleram os planos para expandir rapidamente suas operações: a Lopes, que criou o braço Pronto! para imóveis usados, adotou a franquia imobiliária e outros modelos de captação de rede, como a parceria com conversão de bandeira ou simplesmente o credenciamento de corretoras. A Brasil Brokers, que comprou várias imobiliárias e já opera com o credenciamento, vai abrir uma operação de franquia para usados.

O fato é que cada uma das pequenas e médias imobiliárias - organizadas - têm o que as grandes querem e precisam: cadastro de imóveis e clientes. É comum encontrar corretores que atuam há anos em um bairro e conhecem detalhes da planta de uma boa parte dos prédios da região onde atuam. Os de melhor memória sabem o nome e até o número do edifício.

Todo esse interesse mostra a força do mercado de imóveis usados. A revenda tem um potencial enorme: a avalanche de lançamentos dos últimos dois anos vai virar usado daqui a um tempo. Em 2007, quando houve grande número de novos empreendimentos, o segmento de usados representou 63% do valor de vendas total. Em cidades como Rio de Janeiro e Porto Alegre, as transações chegaram a representar mais de 75% da venda total.

segunda-feira, novembro 9

Os escoceses chegaram

O Brasil vai entrar em obras. Até os Jogos Olímpicos de 2016, inúmeras placas indicando "homens trabalhando" serão comuns na paisagem das grandes cidades.
Pacotes de investimento na infraestrutura urbana estão sendo preparados. E o setor imobiliário está de portas abertas para receber uma parte desse capital. De programas populares de habitação aos espaços comerciais, ninguém vai ficar de fora.
Com esse horizonte, existe um potencial de valorização para atrair grandes investidores, principalmente nos imóveis comerciais que devem ser erguidos, reformados e, muitos deles, repassados para a gestão de profissionais. a busca é por uma rentabilidade média de 10% ao ano.
De olho nesse potencial mercado, a britânica Standard Life Investments acaba de assentar seu primeiro tijolo no País.
Com sede em Edimburgo, na escócia, tem £ 121,6 bilhões (R$ 316,2 bilhões) sob gestão e aterrissa em solo brasileiro pelas mãos da gestora local de recursos. Para ser dona do seu primeiro imóvel no Brasil, a Standard desembolsou R$ 15 milhões.
É um valor pequeno, mas não se iluda: os britânicos separaram inicialmente 250 milhões para investir em propriedades deste lado do Atlântico. No projeto traçado com a Eccelera, estão previstas as compras de pelo menos mais quatro imóveis que devem estar com a faixa de preço entre R$ 15 milhões e 60 milhões.
O recém-adquirido Edifício Alana II tem 13 andares e está próximo à Avenida Luís Carlos Berrini, região com a maior concentração de prédios comerciais de primeira linha na capital do estado de são Paulo. A taxa de retorno estimada está em torno de 12%. "Nossa estratégia é fazer chegar a 15%", diz Flavio Mantesso Filho, diretor de negócios da Eccelera. Chegar a essa rentabilidade exigirá novos investimentos.
Durante o próximo ano, reformas serão realizadas interna e externamente com o objetivo de elevar o padrão do imóvel. O interesse da Standard em firmar-se no País está ligado ao potencial de crescimento de espaços comerciais em São Paulo e no Rio de Janeiro.
"Vamos garimpar o melhor retorno para os ativos", afirma Marcelo Safadi, diretor-financeiro da Eccelera. A empresa fechou um contrato de exclusividade para ser a gestora dos imóveis dos britânicos no País. Se depender dela, o som da gaita de foles será ouvido com muita frequência pelos paulistas e cariocas.

Fonte: Revista IstoÉ Dinheiro 09.11.2009

Rio vive "boom" nos preços dos imóveis

Folha de São Paulo
09.11.2009

Embalado pela queda do juros, pelo recuo da Bolsa no início do ano e pelas perspectivas de um novo ciclo de crescimento no Rio, o mercado carioca de imóveis residenciais experimenta alta de preços neste ano. Em toda a zona sul, a valorização dos apartamentos supera os 20%, chegando a 50% em Ipanema e no Flamengo. Em bairros da zona norte, como Tijuca, a alta é de 30%. Os dados foram levantados pelo Secovi-Rio (sindicato das empresas do setor imobiliário), a pedido da Folha. A zona sul, a mais valorizada, é uma área delimitada pelo Centro e pela Barra da Tijuca, além dos morros. A predominância é de apartamentos com mais de dez anos de uso. Em igual período de 2007, a valorização de apartamentos nessas regiões era de, no máximo, 10% e foi negativa em Ipanema. Em 2008, as maiores altas ocorreram em Botafogo, com 29%, e Ipanema, com 23% -e 10% em outras áreas. Botafogo é a região da zona sul onde são lançados mais apartamentos, devido à grande quantidade de imóveis antigos -derrubados para a construção de prédios.

Em São Paulo, também há valorização, mas de forma não homogênea entre as regiões. Segundo dados fornecidos pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de imóveis), na chamada zona de valor A (Jardins, Ibirapuera, Moema e Itaim), as variações médias de preço por metro quadrado estão em torno de 9% no ano. Na zona B (Pinheiros, Vila Madalena, Vila Olímpia, Aclimação, Alto da Lapa e Brooklin), há queda média de 15%. Na zona C (Aeroporto, Butantã, Jabaquara, Santo Amaro e Tatuapé), os preços estão estáveis. Hoje, o preço do metro quadrado na zona sul do Rio está na faixa de R$ 4.000, atingindo o dobro em Ipanema e Leblon. Segundo o Creci-SP, os preços médios dos bairros da zona A são em torno de R$ 3.200, atingindo média de R$ 4.100 para imóveis mais novos.

Na zona sul do Rio, é comum encontrar apartamento de dois quartos acima de R$ 500 mil, mesmo a alguns quilômetros das praias badaladas e em prédios antigos. Em Botafogo, a corretora contratada pelo psicólogo Luís Sérgio Gonçalves anunciou seu dúplex de 111 metros quadrados, no primeiro andar, por R$ 750 mil. O apartamento foi comprado na planta em 2007 por menos de R$ 500 mil. "Valorizou mais que eu esperava. Quero um três-quartos, mas não sei se vou conseguir", diz. Em Laranjeiras, a seis quilômetros de Copacabana, imóveis de 80 metros quadrados são vendidos por R$ 6.000 o metro quadrado.

Uma das razões para a alta foi o susto com a crise no mercado financeiro. "Com as quedas da Bolsa, no período de crise, e dos juros da renda fixa, os investidores voltaram a ver os imóveis como opção de investimento seguro e rentável", afirma Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi-Rio. A empresária Rosane Rodrigues mora em um bairro do subúrbio. A poupança da família estava em CDBs e fundos de renda fixa. "O retorno estava baixo. Decidimos investir em algo que valorizasse e morar em um lugar melhor." Ela sacou 60% da poupança para investir num apartamento em construção na Barra. Na rua, uma fileira de prédios está em construção. Embora afastada da praia, Rosane acha que o imóvel vai se valorizar, principalmente por causa das arenas que serão construídas para os Jogos Olímpicos. Os investimentos da indústria do petróleo também devem ajudar a valorizar a região.

domingo, novembro 8

Mercado negocia 9 quarteirões em Pinheiros

Folha de São Paulo 19.10.2009

De um lado, uma área degradada, com camelôs e ônibus por todos os lados. De outro, o palco de uma das maiores tragédias da cidade de São Paulo. Visto por esse ângulo, essa área de cerca de 15 mil m2 e nove quarteirões entre o largo da Batata e a futura estação Pinheiros do metrô -onde sete pessoas morreram em um acidente nas obras em janeiro de 2007- tinha tudo para terminar num sumidouro. Tinha, mas o quadrilátero formado pela marginal Pinheiros, ruas Paes Leme e Sumidouro e av. Brigadeiro Faria Lima, em Pinheiros (zona oeste), já vive o início de uma transformação urbanística com a chegada iminente do metrô, obras de revitalização e o interesse do mercado imobiliário.

Nove quarteirões
A Folha apurou que parte desses nove quarteirões já foi comprada por grandes construtoras que pretendem erguer ali condomínios residenciais e comerciais nos próximos anos. E os imóveis que ainda não foram vendidos sofrem o assédio dessas empreiteiras.
Com isso, uma área ocupada basicamente por pequenos comerciantes e moradores antigos, com casas térreas ou pequenos sobrados, tende a se transformar, na próxima década, em um bairro vertical.
Projeto
A revitalização do largo da Batata, próximo à av. Faria Lima, foi o gatilho do desenvolvimento da região. O projeto foi elaborado em 2001, quando o arquiteto Tito Livio Frascino venceu um concurso da Prefeitura de São Paulo, ainda na gestão Marta Suplicy (PT), para o projeto urbanístico de revitalização da área.
Também estão sendo feitas obras de melhoria da paisagem urbana, com o enterramento de fios e cabos em todas as ruas desde a Cunha Gago até a marginal Pinheiros.
A previsão é que as obras sejam concluídas em 2010. O projeto vai custar R$ 100 milhões, bancados pela venda de títulos imobiliários (Cepacs) da Operação Urbana Faria Lima.
Metrô
Em paralelo com as obras de revitalização do largo da Batata correm as obras da linha 4-amarela (Luz-Vila Sônia) do metrô. O governo do Estado promete entregar as estações Faria Lima e Pinheiros também no ano que vem. Ao lado do metrô, fazendo a integração também com a linha 9-esmeralda da CPTM, está sendo construído um terminal de ônibus que não estava previsto no projeto original da revitalização e foi incorporado após o acidente de 2007. Com isso, as obras que ficariam restritas ao largo da Batata foram estendidas para toda a região. Com metrô em funcionamento e um bairro revitalizado, é natural o interesse do mercado imobiliário. Edward Zeppo Boretto, diretor de Obras da Emurb (Empresa Municipal de Urbanização), responsável pelas obras, disse que o projeto de revitalização já começou a mudar a cara do bairro. "A região já está bem melhor. Ela era muito degradada por causa dos ônibus que paravam ali. Com o novo terminal [de ônibus] e o metrô, vai ficar excelente."

sexta-feira, novembro 6

Onde e quando investir em imóveis corporativos?

Investir em imóveis corporativos é olhar para o futuro. O bom investidor sabe escolher esses produtos, com a mesma frieza que olha o balanço de uma empresa ou o mercado acionário: visumbrando o negócio daqui há alguns anos. Muitas vezes os maiores ganhos de capital ocorrem em bairros que possuem trânsito pesado, indices de violência elevados (mas em queda) e muita oferta de terrenos, no presente. Mas que em poucos anos ganham investimentos em infraestrutura e mobiliário urbano, metrô e transporte de qualidade na porta, viadutos e praças sendo contruídos e, no entorno, uma população de alto poder aquisitivo, gereadora de demanda e fluxo.

Perspectivas para o mercado

Quanto ao futuro, Celina Antunes - CEO da Cushman & Walfield - acredita que “em meio às incertezas do cenário econômico mundial, que impactaram tão fortemente alguns setores da economia brasileira, o mercado imobiliário não sofreu tão drasticamente como outros segmentos: ele provou que continua sendo um investimento viável e atrativo. Apesar de o segmento imobiliário corporativo ter sentido uma pequena desaceleração da demanda no primeiro semestre, o seu desempenho permaneceu estável. Atualmente, com os sinais de recuperação da economia, tudo indica que os projetos que foram postergados para evitar alta na vacância e queda nos preços, retomarão seu ritmo normal. Além disto, embora São Paulo e Rio de Janeiro continuem sendo os principais mercados do país, algumas empresas estão expandindo sua atuação para demais capitais brasileiras como Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Vitória e Salvador, conduzindo muitas construtoras e incorporadoras a focar em diferentes segmentos econômicos e diversificar geograficamente, atraindo o interesse de investidores para estas localidades.”

“Por outro lado”, salienta Martin Jaco - CIO da BR Properties - “mesmo observando a volta do crescimento, as empresas tenderão a ser mais cautelosas na tomada de novos espaços em relação ao período de euforia anterior e, dessa forma, é importante entender como será realizado o crescimento das empresas; a intenção é não permitir que, por conta de uma maior liquidez, seja criada uma situação de oversupply/overbuild em algumas regiões”.

“Todos temos que estar atentos aos sinais, ainda fracos, de que a crise está sob controle” aconselha Solano Neiva - Diretor Superintendente da WT Empreendimentos.

Ele continua “o próprio economista Nouriel Roubini, aquele que antecipou a chegada da crise, acredita que as economias emergentes, como o Brasil, levarão um ou dois anos para sair, de fato, do quadro de atenção, isto porque o socorro dado pelos governos precisará ser pago. Neste sentido, as empresas estão mais cuidadosas na hora de fazer investimentos no setor imobiliário, sejam pelas limitações de crédito ainda existentes, seja pela busca de produtos bem adequados as suas reais necessidades. Portanto, a influência maior desta crise é no desenvolvimento de propostas inteligentes, que gerem mais metros quadrados por real investido, que sejam sustentáveis e que façam o melhor uso possível da tecnologia existente”.

Concluindo, podemos dizer que estamos saindo da crise e que o mercado imobiliário tem tudo para continuar crescendo, mas a ordem é ser prudente em novos investimentos. Se conseguirmos manter o crescimento baseado em estruturas sólidas, sustentáveis, teremos tudo para ter um mercado imobiliário jovem, mas com saúde para continuar crescendo. Afinal, canja e bom senso não fazem mal a ninguém.

Credito: Revista Buildings

Mas onde estão os focos de crescimento?

“Com a retomada do crescimento econômico, e conseqüente geração de empregos, existirá a necessidade de mais áreas corporativas e, portanto, mais áreas de escritórios. O Brasil, certamente, sai fortalecido desta crise por possuir fundamentos bastante sólidos, bem como um grande mercado consumidor, que deverá atrair ainda mais investimentos externos”, comenta Martin Jaco, da BR Properties. O interessante desse cenário é notar que apesar do aumento absoluto de m² em construção, a taxa de vacância total da cidade está em queda.


O transporte público de qualidade aliados nas regiões de uso misto (residenciais, comerciais e serviços) são as principais alavancas para desenvolvimento do mercado corporativo. Os imóveis localizados nessas regiões - Paulista, Berrini e Nova Faria Lima - tiveram uma valorização espetacular na primeira década desse século.


Evolução dos negócios corporativos

A próxima década promete começar com grandes expectativas de recuperação do crescimento econômico em todo o mundo. Praticamente todos os analistas econômicos estão de acordo de que os planos de governo dos principais países envolvidos conseguiram controlar a crise; os primeiros sinais de que ela está se dissipando começaram a aparecer, já em 2009. A conclusão consta da Sondagem Econômica da América Latina, feita em parceria pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pelo Institute for Economic Research atthe University of Munich (IFO), divulgada amplamente pela imprensa brasileira e estrangeira, em 19 de agosto último. E com a melhora na economia, melhoram os investimentos em novos empreendimentos comerciais.

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