terça-feira, abril 17

Projeto de Lei que regulamenta locação de imóveis sob medida (built to suit) é aprovado na Câmara

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou, em caráter conclusivo, proposta que incorpora à Lei do Inquilinato (8.245/91) os chamados contratos built to suit (de imóveis construídos ou reformados sob encomenda).

Pela proposta, os termos desse tipo de locação serão pactuados livremente pelas partes nos contratos. O projeto seguirá para análise do Senado, caso não haja recurso para que sua tramitação passe pelo Plenário. Foi aprovado substitutivo do relator, deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), ao Projeto de Lei 6562/09, do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT).

Na elaboração do texto final o relator aproveitou praticamente na íntegra o PL 356/11, do deputado licenciado Julio Lopes (PP-RJ). Regras De acordo com o texto aprovado, pelo prazo estipulado para duração da locação do imóvel, o proprietário não poderá solicitá-lo de volta. Ao locatário, no entanto, o projeto concede a possibilidade de romper o contrato antecipadamente, desde que pague o valor correspondente aos aluguéis devidos até o fim do prazo acordado. O projeto deixa explícito ainda que essas regras valem apenas para imóveis construídos sob encomenda ou que sofram reforma “substancial” requerida pelo locatário.

Deixa claro ainda que os contratos de locação devem ser registrados no registro de títulos e documentos da situação do imóvel. O projeto original apenas retira expressamente os contratos de locação de imóveis construídos ou reformados sob medida da Lei do Inquilinato. O projeto também não especifica o tipo de reforma, como faz o texto aprovado.

6 opções para driblar a falta de ponto comercial

Com altos preços e disputa acirrada, empresas procuram alternativas ao tradicional ponto comercial

Quando se pensa em ponto comercial é mais fácil lembrar de dificuldades do que de soluções. A combinação da escassa disponibilidade com os altos valores praticados nos últimos tempos tem obrigado, especialmente pequenos empreendedores com menos capital inicial, a apostar em alternativas até então impensadas.

Para o professor de Marketing do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) Silvio Laban, não há esperança pela queda dos preços cobrados em grandes e conhecidos pontos comerciais. “Não parece haver sinal de que os preços caiam no curto prazo, mas isso vai depender de como a economia vai se comportar este ano e, isso, ainda é imprevisível.” O presidente da Fran Systems, consultoria em desenvolvimento de negócios e de franquias, Batista Gigliotti, relaciona alguns fatores que influenciaram no aumento astronômico dos preços de imóveis, em especial os comerciais. “Com a economia aquecida, o crescimento da população e o aumento do poder de compra de classes sociais antes abastadas, a procura por comércio aumentou. Porém a quantidade de shoppings não atende a demanda e a velocidade com que são construídos novos não é na mesma velocidade do mercado.” 

Além da valorização dos shoppings, os conhecidos polos de compras em ruas também sofreram vertiginosos aumentos na procura. “Com a diminuição dos índices de criminalidade, as pessoas se sentem mais à vontade para fazer comprar nas ruas”, afirma Gigliotti. Segundo Gigliotti, no entanto, apesar das adversidades, sempre há oportunidades em qualquer lugar do mercado. “É preciso apenas ver se o que você pode pagar, em função da lucratividade, é o que o mercado está pedindo no imóvel que você deseja”.

O bom ponto, portanto, é aquele em que as contas fecham, independente de ser em um local alternativo. Veja, abaixo, boas opções de para encontrar um ponto comercial fora da estratégia habitual:

1. Áreas compartilhadas
Destacadas por Gigliotti como uma nova tendência, buscar pontos em pequenos polos, que tenham até 10 lojas, pode ser uma boa alternativa para quem deseja fugir das opções mais caras. “Tem centros de vizinhança crescendo muito. São complementares, geradores de tráfego conjunto”, afirma o consultor. Um dos grandes exemplos desse tipo de inciativa compartilhada é o Conjunto Nacional, na Avenida Paulista.

2. Pontos revitalizados
Ruas de comércio antigo, que perderam a importância, mas têm recebido investimentos governamentais para retomar o fôlego, também são boas opções. O consultor Batista Gigliotti cita algumas regiões de São Paulo, antes abandonadas, mas que hoje tem apresentado um crescimento. “É o caso de locais do Centro, com a revitalização promovida pelo governo, bem como Diadema, antes considerada uma cidade com nível social baixo, mas cuja realidade está mudando”.

3. Regiões inexploradas
O consultor da Fran Systems destaca que todas as cidades com mais de 800 mil habitantes passam por transformações constantes no que diz respeito à valorização de pontos. A lógica vale na hora de investir em uma região até então nunca explorada, mas que pode vir a ser um polo, como Itaquera, com o estádio que deve receber jogos da Copa do Mundo. “Terminais de ônibus e metrô são uma ótima opção, já que você não precisa gerar o fluxo, mas aproveita o que o local já disponibiliza”, diz. Um bom gerador de tráfego de pessoas do qual o empreendedor pode se aproveitar são as farmácias 24 h ou locais próximos a agências bancárias. Segundo o professor de marketing do Insper, a decisão entre fazer um local virar um ponto comercial ou investir em algum sobre o qual já se tenha mais informações e menos risco depende da disponibilidade financeira e do tipo de negócio que se pretende abrir.

4. Internet 
Usar o ponto comercial só como uma vitrine e utilizar a internet para vender é uma das opções que barateiam os custos com ponto comercial. “Para apostar nesse modelo, o ponto não precisa ser grande e reduz gastos”, diz o professor do Isper. O consultor também acredita na ideia de que mais é menos. Segundo ele, é necessário introduzir tecnologias para melhorar o uso dos espaços. “Coisas estão cada vez mais compactas e todos terão que repensar seus negócios”.

5. Identifique negócios compatíveis com polos
Como destaca Laban, uma rua cujo comércio de materiais de construção predomina aceita alguns outros negócios. “O empreendedor poderia aproveitar o fluxo de pessoas naquela região e ver outras oportunidades”. Além de apostar em ruas com força em um tipo de mercado, o professor sugere aproveitar ou tentar atrair o movimento também para as transversais e paralelas. 

6. Pontos mortos
Não são apenas as lojas prontas, em pontos já conhecidos ou dedicados a um negócio, que podem servir de ponto para o seu comércio. “Não é um ponto. Está em uma localização com certo fluxo e a pessoa foi lá e fez uma loja”, ressalta Silvio Laban. Entre os espaços que podem ser aproveitados, o especialista cita estacionamentos desativados ou em uso como o de supermercados e até terrenos baldios. “Um empreendedor pode limpar um terreno, montar uma estrutura e montar ali um ponto”.

Outra possibilidade é a instalação dos pontos em conteiners, como a loja da Starbucks (foto). Vale lembrar que a regularização do ponto na prefeitura é essencial.

Fonte: Exame.com

quinta-feira, abril 5

Preço do metro quadrado mais caro de SP é três vezes maior que o do mais barato. No Rio de janeiro é 1.200%

São Paulo
Com preço 261% maior que o do bairro mais barato de São Paulo, a região do Ibirapuera/Vila Nova Conceição, localizada na zona sul da cidade de São Paulo, tem o metro quadrado mais valorizado do município em março, segundo revela o índice Fipezap, elaborado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) e pela Zap Imóveis.

De acordo com o levantamento, o preço do metro quadrado de um apartamento no Ibirapuera - Vila Nova Conceição chegou a R$ 9.913 (preço médio do bairro), ou  57,47% mais caro do que o preço médio (do metro quadrado) apurado na cidade, de R$ 6.295 no terceiro mês do ano. A região do Jardim Paulistano foi a segunda mais valorizada de São Paulo, com o preço médio de R$ 8.749/m². Já a Vila Carmosina é a área mais em conta - R$ 2.746.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a diferença entre o preço médio do metro quadrado apurado no terceiro mês do ano (R$ 7.796) e o valor mais caro da cidade (de R$ 17.448, no Leblon) é de 123,81%. Na capital fluminense, os bairros mais caros, além do Leblon, são Ipanema (R$ 16.405), Lagoa (R$ 14.199), Gávea (R$ 13.247) e Jardim Botânico (R$ 12.527).

Os bairros de Senador Câmara e Pavuna, por outro lado, estão entre os mais baratos da cidade, com o metro quadrado em R$ 1.364 e R$ 1.311, respectivamente.

segunda-feira, abril 2

Pão de Açúcar lança projeto imobiliário

Ao invés de investir em nova loja na região, o Grupo Pão de Açúcar lançará em abril um prédio residencial anexo à loja da bandeira Pão de Açúcar, no bairro Jardim, em Santo André.

O braço imobiliário da varejista, GPA Malls & Properties, fez parceria com a construtora e incorporadora paulistana RFM. O aporte na obra será de R$ 40 milhões e o potencial de vendas de R$ 360 milhões. A torre terá 64 apartamentos, sendo 60 deles com 120 metros quadrados e quatro coberturas com 193 m². Os preços ainda não foram definidos, mas o diretor da RFM, Marcio Botana Moraes, estima que os valores serão a partir de R$ 550 mil.
"Atenderemos um público que procura imóvel entre o médio", diz Moraes. Os apartamentos podem ter plantas com dois, três ou quarto dormitórios. O Figue, nome do projeto, o primeiro da RFM na região, e outros dois já estão em estudo. Segundo o executivo, o prédio será nos moldes de lançamento feito na Rua Oscar Freire, mas com preço do metro quadrado de R$ 5.000 e R$ 6.000. Na Capital, o valor da metragem fica entre R$ 10 mil e R$ 15 mil. As obras estão previstas para começar em outubro e a entrega será em 2014.

Estratégia
Em 2009, o Pão de Açúcar decidiu constituir um braço imobiliário para administrar os imóveis da companhia e explorá-los comercialmente, em especial as áreas dos hipermercados. Mas foi no ano passado que o GPA Malls & Properties fez o primeiro lançamento junto com a Cyrela com valor de vendas de R$ 550 milhões. O diretor-geral do GPA M&P, Alexandre Vasconcellos, diz que o empreendimento também ajudará a alavancar o fluxo de consumidores no supermercado.
"Temos 25 projetos para lançar nos próximos dois anos com construtoras. É possível que novas oportunidades surjam na região." Os futuros projetos podem acontecer nos terrenos de hipermercados ou minimercados da marca Extra, acrescenta o diretor de expansão e desenvolvimento da empresa, Roberto Martensen. Ele afirma que outras áreas estão em análise, tanto para minimercados quando para prédios residenciais.

A divisão imobiliária da varejista teve como modelo de negócios projetos do sócio francês Casino, que assumirá o controle do Grupo Pão de Açúcar em junho.