quinta-feira, fevereiro 23

A hora e a vez dos ativos imobiliários

O mercado sinaliza para uma provável queda dos juros abaixo do 9,5% ainda neste ano. Se isso se comprovar, a taxa líquida da renda fixa deverá ficar em torno de 7,5% (já deduzidos IR sobre os ganhos e taxas de administração).

Para os investidores que desejam obter uma rentabilidade superior a alternativa será  investir em FII (Fundo de Investimento Imobiliário) ou administrar carteira própria de imóveis para renda. No ano passado a rentabilidade líquida média dos FII foi de 9,16% do valor das quotas, segundo um estudo da consultoria Uqbar. Além da rentabilidade, já considerada excelente, outro fator importante é que os contratos de locação são reajustados em geral pelo  IPCA ou IGP-M e anualmente isso reflete na valorização das quotas ou do imóvel, engordando ainda mais os ganhos do investidor. Então se comprar bem, além da rentabilidade, o investidor poderá ter um ganho real no valor do ativo, acima da inflação.

Então se você pretende mudar de posição em seus investimentos, fique atendo as nossas recomendações:

Evite monousuários, exceto se for uma empresa de primeira linha e com contrato atípico de locação, superior a 10 anos. Não sendo possível realizar investimentos dessa ordem, escolha fundos ou imóveis locados para diversos inquilinos. Para pequenos investidores uma alternativa é aplicar em fundo imobiliário de um Shopping por exemplo, que recebe um percentual do aluguel de centenas de lojas. Se uma delas deixar de pagar, portanto, é provável que o quotista do fundo nem perceba porque não haverá impacto no pagamento mensal de dividendos.

Prédios de escritórios de alto padrão também são a bola da vez, pois as taxas de vacância estão próximas a zero. Isso significa que nesses edifícios há uma fila de espera de inquilinos. Se uma empresa sair hoje, entra outra no lugar quase que imediatamente. Para se ter uma ideia do potencial do mercado Triple A, alguns edifícios nunca tiveram inadimplência nem vacância desde sua constituição. Além disso a maioria dos contratos de locação comercial de grandes lajes, permitem uma revisão dos aluguéis a cada três anos para refletir melhor a oferta e a demanda. No ano passado, algumas dessas lajes tiveram reajustes de mais de 20%. Assim se um inquilino deixar o imóvel não se preocupe, porque é possível colocar outro cobrando inclusive mais.

Outro segmento que merece atenção é dos condomínios logísticos nas proximidades de São Paulo, que apresentam forte demanda.

Em qualquer das suas opções ao pensar em investir em ativos imobiliários faça sua escolha baseado na localização do empreendimento versus a vocação da região.  Por exemplo: em tratando-se de imóveis corporativos procure investir onde as empresas de primeira linha querem estar e onde não há, nem vai haver grande oferta, como a região da Faria Lima e da Avenida Paulista em São Paulo. Já a Barra Funda ou Alphaville, que tem alta taxa de vacância e potenciais áreas de novas construções fique atendo: os riscos podem ser maiores.

E por fim lembre-se que com o crescimento do PIB brasileiro nos próximos anos e a diminuição das taxas de juros compões o cenário ideal para uma falta de imóveis e um excesso de inquilinos.

Preços levam São Paulo à quarta posição entre as cidades mais atraentes para investimento do mundo

Nos últimos cinco anos, alugar um escritório de alto padrão na cidade de São Paulo ficou duas vezes mais caro. Segundo estudo da Colliers International, os valores médios praticados na cidade passaram de R$ 52,5 em 2006 para R$ 118,5 m²/mês no quarto trimestre de 2011. A região da Faria Lima segue tendo o valor mais alto para instalação, com preço máximo pedido de R$ 200,00 m²/mês.

A falta de oferta de modo geral é uma das justificativas para o aumento. No final do ano passado, em relação ao 3º trimestre, os preços médios de locação tiveram alta de 7,2%. Esse índice aumenta para 17,9% quando comparados ao quarto trimestre de 2010. As regiões da Faria Lima e do Itaim apresentaram a maior elevação dos preços médios durante o ano, 28% e 26%, estando hoje com média de R$ 185,00 e R$ 178,00 m2/mês, respectivamente.

De acordo com a Colliers, regiões como Alphaville, Barra Funda, Berrini, Chácara Santo Antônio, Marginal Pinheiros e Roque Petroni possuem valores abaixo da média. A oferta é um dos motivos para a redução de preços em Alphaville, que teve a entrada do empreendimento Castelo Branco Office Park Torre II. Tais números comprovam que o setor imobiliário segue extremamente atrativo para investimento.

Levantamento da Associação de Investidores Estrangeiros no Setor Imobiliário (Afire) mostra que São Paulo passou de 26ª para quarta cidade mais atraente para aplicação em imóveis comerciais, ficando atrás de Nova York, Londres e Washington. Fonte: Exame.com

quarta-feira, fevereiro 8

Lucro do Itaú é o maior do sistema bancário do Brasil


O Itaú Unibanco teve em 2011 o maior lucro já alcançado por um banco na história do Brasil, com o resultado de R$ 14,621 bilhões anunciado nesta terça-feira, uma alta de 9,7% em relação ao desempenho de 2010 quando lucrou R$ 13,323 bilhões. O Bradesco lucrou R$ 11,028 bilhões em 2011 e a operação brasileira do Santander, R$ 3,557 bilhões.

O Itaú Unibanco registrou ativos de R$ 851,3 bilhões, 11,79% superior aos R$ 761,53 bilhões informados pelo Bradesco. Foi a menor diferença desde então, segundo a Economática. A instituição publicou ainda que sua carteira de crédito no final de dezembro totalizava R$ 397 billhões, um crescimento de 19% em 12 meses.
O volume de empréstimos por meio de cartões de crédito alcançou R$ 38.961 bilhões, 18% a mais do que em 2010, seguido por crédito pessoal, cuja alta de 47% elevou o montante a R$ 35,069 bilhões. O destaque de crescimento se deu na área de crédito imobiliário que teve o maior percentual de aumento, de 66,7% em relação a 2010 com um volume de R$ 13,450 bilhões destinados a pessoa física.
Roberto Setubal acredita que a diminuição da taxa Selic e a consequente reflexo da margem do banco será compensada pelo aumento da carteira de crédito, informa a agência Estado.

Em razão do forte crescimento da carteira de empréstimos, o banco aumentou no quarto trimestre as despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa em 39% em relação a 2010, para R$ 5,453 bilhões - pouco mais do que o total das receitas de serviços e tarifas bancárias, que ficou em R$ 5,088 bilhões no período. O total de créditos recuperados, após provisionados, foi de R$ 1,574 bilhão. Enquanto isso, o índice de inadimplência total, medido pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, subiu de 4,2% para 4,9%. Setubal acredita que apesar do aumento da taxa, que teve alta em 2011, deve estabilizar em 5%.