terça-feira, janeiro 26

Aculpuntura urbana em São Paulo

Conheço a cidade de São Paulo como poucos, afinal, trabalho com imóveis há muitos anos. Adoro a cidade, mas cada vez mais vejo-a como peças de Lego desencaixadas, onde os centros de moradia e trabalho ficam cada vez mais distantes uns dos outros graças aos engarrafamentos que a interligam. Sem a possibilidade de ir e vir e principalmente sem políticas públicas sérias, aos poucos a cidade vai exarcebando suas desigualdades.

“O distrito de Moema, que abriga a Vila Nova Conceição, bairro com o metro quadrado mais caro de São Paulo, possui uma renda per capita média de 5,5 mil reais e um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,961, superior ao de países como Suíça, Dinamarca e Estados Unidos. (…) Com uma população de 124,9 mil habitantes, o distrito de Jardim Helena possui uma renda média de 584 reais e um IDH inferior ao de países como Gabão e Sri Lanka.” (Carta Capital, Edição 580, p. 21)

Resta a nós do mercado imobiliário, investidores, incorporadores, construtoras e brokers a tarefa de re-desenhá-la, oferecendo alternativas viáveis. No curto prazo, a idéia central é fazer com que os bairros se voltem para eles próprios, oferecendo moradia, lazer, trabalho sem a necessidade de grandes deslocamentos. Bairros como o Morumbi, Moóca e Tatuapé, por exemplo, com farta mão de obra disponível e também um caótico trânsito, a hora, agora, é de se privilegiar a construção de imóveis comerciais, evitando-se fluxo desnecessário do local de residência para traballho e vice-versa. Os novos produtos em lançamento no mercado imobiliário tem a obrigação de ser ecologicamente corretos, com maiores áreas permeáveis e reaproveitamento das águas de chuva, por exemplo. Para cada 10 prédios novos na cidade deveria ser criada uma nova praça, como contrapartida.

Somente com um trabalho de "aculpuntura urbana", poderemos melhorar a qualidade de vida na nossa cidade.

terça-feira, janeiro 19

Pesquisa do Movimento Nossa SP avalia qualidade de vida na capital.
Avaliação positiva do governo Kassab cai de 46% para 28%.

Bruno Azevedo
do G1, em São Paulo
 
O índice de paulistanos que mudariam da cidade se tivessem oportunidade subiu de 46%, em 2008, para 57%, em 2009. Já a percentagem de entrevistados que disseram que não gostariam de sair de São Paulo caiu de 53% para 41% no mesmo período. Os dados fazem parte da pesquisa Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (Irbem), feita pelo Ibope Inteligência e encomendada pela ONG Movimento Nossa São Paulo. Os números foram divulgados nesta terça-feira (19).

Levando em conta a pesquisa, a organização não governamental considera que a população da maior cidade do país está insatisfeita com o bem-estar proporcionado pela metrópole. Numa escala de 1 a 10, a nota média para a qualidade de vida em São Paulo é de 4,8, abaixo da média de satisfação de 5,5.

A pesquisa mostrou também uma queda na avaliação da administração municipal. Na comparação com 2008, o número de pessoas que avaliavam o governo do prefeito Gilberto Kassab (DEM) como ótimo/bom despencou de 46% para 28%. Já os que avaliam como ruim ou péssimo mais que dobrou, passando de 12% para 26%. O G1 procurou a assessoria do prefeito Gilberto Kassab, que não tinha se pronunciado sobre o assunto até o começo desta tarde.
 
“Espero que esses dados façam a Prefeitura reavaliar o seu plano de metas, como a construção de centros culturais, de lazer e hospitais em algumas regiões", afirmou Oded Grajew, um dos idealizadores do Movimento Nossa São Paulo. Para Grajew, 2009 foi um ano "bastante ruim" para a Prefeitura, pois, dos 174 itens de qualidade de vida avaliados na pesquisa, só 39 tiveram notas acima da média. Além disso, ressalta ele, 57% dos paulistanos mudariam da cidade se pudessem. "Os números falam por si”, aifirmou.

A pesquisa, feita entre os dias 2 e 16 de dezembro, ouviu 1.512 pessoas com mais de 16 anos. Elas avaliaram quesitos que julgam importantes para sua qualidade de vida, como relações humanas, religião, trabalho, sexualidade, consumo, saúde, educação, lazer, habitação, meio ambiente, segurança, cultura, desigualdade social transporte e trânsito. 
 
Instituições confiáveis
Dos entrevistados, 94% disseram confiar no Corpo de Bombeiros, que continua sendo a instituição mais confiável. A Câmara Municipal permaneceu em último lugar no ranking: 76% disseram não confiar nos vereadores paulistanos.

Foi perguntado também quais instituições mais contribuem para a qualidade de vida da população paulistana. As igrejas receberam 17% das respostas.
 
 
Indicadores de qualidade de vida
Para selecionar os itens responsáveis pela qualidade de vida do paulistano, o Movimento Nossa São Paulo ouviu ao longo do ano passado 37 mil pessoas. Foram 174 itens que compuseram os 25 indicadores da pesquisa.

Ônibus passa por trecho parcialmente alagado na Paulista: enchente irrita paulistano (Foto: Paulo Guilherme/G1)
Segundo a ONG, os resultados mostram um maior nível de satisfação com aspectos relacionados à vida privada das pessoas e uma insatisfação com aspectos da vida em comum na cidade.

Os entrevistados deram notas de 1 a 10. Avaliações foram consideradas como total insatisfação (de 1 a 5), satisfação (6 a 8) e totalmente satisfeito (acima de 8). A média foi firmada em 5,5.

Cresceu também a sensação de insegurança da população. Apenas 12% dos entrevistados consideram São Paulo um lugar seguro ou muito seguro. Para 87%, a metrópole é insegura ou muito insegura. O medo de assaltos e roubos subiu de 57%, em 2008, para 65%, em 2009. Aumentou também o número de paulistanos que dizem ter medo de sair à noite, passando de 17% para 26%.
 
“Iremos acompanhar anualmente a satisfação do paulistano com os aspectos de sua qualidade de vida. O que se vê nesta primeira pesquisa é um baixo nível de satisfação, uma piora significativa da avaliação da administração municipal, além do aumento da desconfiança da Prefeitura e das subprefeituras. A pesquisa serve para subsidiar a gestão pública e a tomada decisões, além de servir como um instrumento de monitoração”, destacou Márcia Cavallare, diretora do Ibope Inteligência.

A temporada de chuvas e o aumento dos casos de enchentes na cidade em dezembro refletiu-se também nas respostas dos entrevistados que disseram ter medo de alagamentos, que passou de 6% em 2008 para 28% no ano passado.

Até mesmo aspectos da sexualidade do paulistano foram avaliados e receberam nota 5,4, mostrando insatisfação dos moradores da cidade. “O paulistano passa 2 horas e 45 minutos por dia no trânsito. Aí fica difícil... Esse tempo poderia ser usado de melhor forma”, brincou Oded Grajew.

quarta-feira, janeiro 6

Sondagem de Investimentos

Os resultados da Sondagem de Investimentos da Indústria de Transformação da Fundação Getulio Vargas mostram uma retomada dos investimentos para 2010. A parcela das empresas que programam ampliá-los é de 48%.

A melhora gradual e consistente do ambiente dos negócios, a elevação do nível de utilização da capacidade instalada e da confiança dos empresários no país estão se refletindo consideravelmente sobre as previsões feitas para este ano.

Resultado da pesquisa de expectativa quantitativa para investimentos

A perspectiva do investimento é indicada pelas empresas em intervalos de taxas de crescimento. Pela primeira vez, em 2010, a faixa que atingiu o maior percentual, entre os empresários industriais que pretendem ampliar seus investimentos, é a de expansão acima de 20%. Esta taxa é apontada por 33% do mercado. A faixa de crescimento entre 10,1% e 20% é previsto por 20% das empresas. 32% preveem crescimento entre 5,1% e 10% e 15% esperam aumento entre 0,1% e 5%.



Nota da FVG

O levantamento da Sondagem de Investimentos de outubro/novembro de 2009 foi realizado entre 12 de outubro de 2009 e 30 de novembro de 2009, tendo a seguinte composição estatística:
  • Número de empresas informantes: 762
  • Vendas (em bilhões)*: R$ 459,9
  • Pessoal Ocupado (em milhares): 953
  • Abrangência: 24 estados

* Valores referentes a 2008

Fonte: Fundação Getúlio Vargas

segunda-feira, janeiro 4

Namaste!

Se pudessemos nascer novamente, talvez nossa história seria diferente. Talvez fossemos diferentes de corpo e alma e poderíamos não repetir os erros desta vida, arriscar mais. Porém não temos esta oportunidade de voltar para trás e começar de novo. Podemos sim, com o mesmo corpo e a mesma alma fazer diferente aqui e agora.

No natal e todos os dias quando acordamos temos uma nova oportunidade de vivenciar nossos desejos. Renovemos nossa alma, imaginando que nascemos novamente, RENASCEMOS!

O renascimento com o mesmo corpo é feito quando abrimos nosso coração para reconhecer nossas falhas, nossas limitações, nossa humanidade, aceitando a nos mesmos, amando-nos e perdoando a quem nos feriu. Com nosso coração aberto ao outro pareceremos vulneráveis, mais somos grandes, pois sabemos que acima de tudo o que vence é o AMOR.

O amor é a maior arma para a libertação humana, pois nele não há ego, arrogância, e sim tolerância e humildade.

Desejo que nesse ano de 2010 que se inicia tenhamos coragem para viver o que sonhamos e viver como se tivéssemos nascido novamente.

Namaste! Feliz 2010 e coragem!

Com amor,

Marcelo

Em meio a crise, Dubai inaugura o maior prédio do mundo

O edifício mais alto do mundo é inaugurado nesta segunda-feira, dia 4 de janeiro, em Dubai. O Burj Dubai (que quer dizer Torre Dubai) tem mais de 800 metros de altura e pode ser avistado a 100 quilômetros de distância. O novo edifício tem 160 andares, trezentos metros a mais do que segundo maior prédio do mundo, o Taipei 101, em Taiwan, e duas vezes mais alto que o Empire State Building, em Nova York.

A fachada externa do Burj Dubai tem nada menos do que 28 mil painéis de vidro. Além da altura, os ventos do deserto foram o maior desafio arquitetônico do edifício. No Emirado do Dubai, é comum os ventos chegarem a 50 quilômetros por hora e a velocidade pode triplicar no topo do edifício.